O ex-jogador da seleção soviética e russa Alexander Mostovoi compartilhou sua opinião sobre a inclusão de Khvicha Kvaratskhelia entre os 30 indicados ao prestigioso prêmio Bola de Ouro, concedido anualmente pela France Football. O ponta georgiano, que agora joga pelo Paris Saint-Germain, teve uma temporada 2024/2025 espetacular, conquistando um forte reconhecimento entre os jogadores de futebol de elite do mundo. Mostovoi reconheceu que o cenário do futebol mudou drasticamente desde a saída de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo do futebol europeu.
Durante seus mandatos, a votação para a Bola de Ouro foi direta — seu brilhantismo e domínio deixaram pouco espaço para debate. Agora, sem nenhum jogador se destacando dos demais em desempenho e popularidade, o prêmio se tornou mais competitivo e, em suas palavras, “a escolha é muito difícil”. “Para Khvicha, já é uma conquista ser indicado”, disse Mostovoi. “Acredito que ele certamente chegará ao top 10, principalmente depois de vencer a Liga dos Campeões com o PSG. Só isso já o coloca em uma posição forte.”
A jornada de Kvaratskhelia rumo à disputa da Bola de Ouro começou com sua transferência de alto nível do Napoli para o PSG em janeiro de 2025. Sua transferência foi recebida com grande expectativa, já que o georgiano já era conhecido por seu talento para dribles, visão criativa e capacidade de decidir partidas sozinho. Na segunda metade da temporada, Kvaratskhelia tornou-se uma figura fundamental para o PSG, ajudando-o a conquistar o título da Ligue 1, a Copa da França e, mais importante, a conquistar a Liga dos Campeões da UEFA. Suas contribuições na principal competição europeia — incluindo gols decisivos e assistências em partidas eliminatórias — elevaram sua reputação no cenário continental.
Além disso, o PSG chegou à final do Mundial de Clubes da FIFA nos Estados Unidos, reforçando ainda mais o papel de Kvaratskhelia nas ambições globais do clube. Essas conquistas, segundo Mostovoi, dão ao georgiano mérito suficiente para estar firmemente na disputa por uma vaga entre os 10 melhores na Bola de Ouro. Mostovoi também abordou um debate recorrente em torno do prêmio — ele deveria priorizar o brilhantismo individual em detrimento das conquistas da equipe? O ex-meio-campista observou que até mesmo vencedores recentes como Rodri geraram polêmica.

“Disseram que a Espanha venceu a Eurocopa, mas a Bola de Ouro é um prêmio individual, não coletivo. Temos que diferenciar os dois”, explicou. “No momento, muitos jogadores merecem por mérito próprio, mas não há nenhum destaque como Messi ou Ronaldo costumavam ser.”
Essa perspectiva enfatiza que, embora a coleção de troféus de Kvaratskhelia seja impressionante, suas atuações pessoais — seus gols, assistências, criatividade e influência em grandes jogos — determinarão sua posição na votação. A cerimônia da Bola de Ouro está marcada para 22 de setembro em Paris, onde o astro georgiano estará em um ambiente familiar, competindo contra os melhores do mundo. Uma colocação entre os 10 primeiros seria um marco na carreira e poderia servir de trampolim para reconhecimento futuro.
Com apenas 24 anos, os melhores anos de Kvaratskhelia provavelmente ainda estão por vir. Com sua crescente influência no PSG, a chance de disputar títulos importantes a cada temporada e seu estilo de jogo único que cativa os torcedores, ele pode se tornar um candidato constante à maior honraria individual do futebol.
Para Mostovoi, a indicação de Kvaratskhelia por si só confirma sua chegada à elite do esporte — e com a disputa pela Bola de Ouro aberta na era pós-Messi/Ronaldo, este pode ser apenas o início de sua jornada de prêmios.